O Prêmio Anefac Mulher surgiu em 2006, e é realizado sempre no mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher (março). Com base na visão da Anefac de que as mulheres têm alcançado cada vez mais posições de destaque na sociedade, a criação do prêmio é fruto do reconhecimento da contribuição da mulher e um incentivo para que o público feminino participe ativamente das atividades da entidade. Essa, aliás, é a percepção de Filomena Santos diretora-executiva da Diretoria Anefac Mulher: “Queremos envolver as mulheres executivas, mas não só as que estão na mídia. E sim todas as que fazem algo relevante nos âmbitos social, executivo e empreendedor”, completa.
A premiação abrange três categorias: executivas, empresárias e empreendedoras sociais. Em todas elas, capacidade, determinação e alegria com seu trabalho são fundamentais.
Critérios - A seleção do prêmio é feita por um comitê coordenado por Andrew F. Storfer – Diretor Executivo da Anefac, através de indicações e observações efetuadas ao longo do ano. No caso de empresárias, procura-se escolher aquelas cuja empresa tenha se destacado por algum dos critérios como crescimento, organização, ambiente de trabalho, inovação, onde os resultados foram proporcionados por sua estratégia de negócio ou visão empresarial. Podem, ainda, ter se destacado por sua criatividade, dinamismo, audácia, perseverança, transparência ou outra característica marcante que a destaque como profissional.
Entre as executivas, procura-se alguém que tenha gerado impactos positivos relevantes na empresa em que atua, em qualquer área de gestão abrangida pela Anefac. Já as empreendedoras sociais, para serem escolhidas, devem ter realizado um trabalho social ou mesmo atuado profissionalmente com contribuição relevante para a sociedade. Entenda-se contribuição social em seu aspecto mais amplo, levando-se em conta o benefício proporcionado a comunidades carentes, deficientes, aspectos culturais ou esportivos que contribuam para a inclusão social ou desenvolvimento da sociedade em geral.
Premiadas – 2006
Cláudia Costin - foi secretária-executiva e ministra da Reforma Administrativa, diretora de programas do Banco Mundial contra a pobreza na América Latina e secretária da Cultura do Estado de São Paulo. Entre outras funções, coordenou projetos da Fundação de Desenvolvimento Administrativo (Fundap), foi diretora de planejamento e avaliação empresarial do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), secretária-adjunta de Previdência Complementar, ministra da Administração Federal e Reforma do Estado, gerente de políticas públicas do Banco Mundial e CEO da Promon Intelligens, empresa de e-learning do Grupo Promon. Cláudia é graduada em Administração Pública, mestre em Economia e doutora em Administração de Empresas, todos os títulos obtidos na Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Dorina Nowill - Nascida em São Paulo em 1919, ficou cega aos 17 anos, mas não desistiu de estudar e formou-se professora primária numa classe onde só havia colegas com visão normal. Em 1946, ela abriu uma fundação, que leva seu nome e funciona até hoje, imprimindo e distribuindo livros em braile para mais de 700 instituições. Por causa de sua dedicação, Dorina conseguiu implantar uma série de mudanças nos serviços para os deficientes visuais no Brasil e no mundo. De 1953 a 1970, dirigiu o primeiro órgão nacional de educação de cegos no País, período em que desenvolveu cursos de preparação de professores, centros de reabilitação e programas de prevenção à cegueira. Ela também ocupou importantes cargos em organizações internacionais de cegos, foi uma das fundadoras do Conselho Mundial para o Bem-Estar dos Cegos, atual União dos Cegos, órgão consultor da Organização das Nações Unidas (ONU). Foi a única mulher eleita para assumir a presidência desse conselho.
Olga Colpo - Sócia-diretora da PricewaterhouseCoopers, responsável pelo setor Intellectual Capital Advisory Services da empresa. Entre suas principais áreas de atividade estão gerenciamento de mudanças, reestruturação de processos e sistema de gestão de recursos humanos. É psicóloga com especializações em RH pela FGV, MBA na Universidade de São Paulo (USP) e Business Program Harvard.
Premiadas – 2007
Nara França - Superintendente de Contabilidade da Sabesp. A premiação foi mais um reconhecimento de um trabalho árduo aprimorado ao longo dos 28 anos de carreira na empresa. Antes, ela já havia conquistado o 10º Troféu Transparência 2006 (Prêmio ANEFAC-Fipecafi-Serasa) por elaborar o relatório contábil mais transparente de uma companhia de capital aberto. Ainda em 2006, Nara recebeu do Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo a medalha "Joaquim Monteiro de Carvalho", da Ordem do Mérito Contábil, por relevantes serviços prestados à classe. Formada em Administração de Empresas e Técnica em Contabilidade, ingressou na Sabesp em 1979. Sua vida profissional foi sempre dedicada à contabilidade.
Lucília Diniz – Sócia do grupo Pão de Açúcar, foi premiada no ano passado por sua contribuição como cidadã. A experiência positiva foi parar nas páginas do livro O Prazer de Viver Light, com receitas de como emagrecer e lições de auto-ajuda. Ela também lançou a linha Goodlight, marca exclusiva da rede de supermercados, com itens como gelatinas, adoçantes, massas e cereais.
Maria Elena Johannpeter - Presidente da Parceiros Voluntários e com o sonho de construir um Rio Grande do Sul voluntário, criou a ONG para desenvolver a cultura de seu trabalho. Em dez anos de atividades, a entidade reúne quase 250 mil voluntários engajados em uma rede formada por 74 unidades distribuídas em todo o Estado.
Maria Elena integra instituições nacionais e estaduais de grande atuação social, como o Fórum de Líderes Sociais do Brasil, o Conselho Deliberativo da Federasul, o Conselho de Cidadania da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, o Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial da Federação das Indústrias do Estado do Paraná, o Instituto Brasil Voluntário e a Brazil Foundation.
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