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No mundo corporativo, há quem se preocupe em integrar os altos executivos com as médias gerências, as academias de ensino e os serviços de informação econômica que orientem a sociedade. A Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) garante um espaço caracterizado pela pluralidade de opiniões, estudos, premiações por mérito e sondagens relevantes. A necessidade de gerar intercâmbio entre executivos da área de Finanças e entender o funcionamento das finanças e práticas contábeis no Brasil levou à criação da Anefac em 1968. No princípio, a entidade era conhecida como National Association Accounting (NAA) e reunia cerca de 40 profissionais estrangeiros que trabalhavam no Rio de Janeiro e em São Paulo. A instituição privilegiava somente o ingresso de diretores contábeis de organizações de grande porte como sócios. É curioso dizer que, no Brasil, a palavra “contador” era inexpressiva na época. Entretanto, na Inglaterra, um certificado de contador era entregue pelas mãos da própria rainha da Grã-Bretanha. Com o decorrer do tempo, a Anefac passou a aceitar executivos das áreas Administrativa e Financeira e a participar do cenário econômico nacional de forma mais ativa. No entanto, havia a dificuldade em apresentar à sociedade brasileira uma associação com nome em inglês e difundir a importância da Contabilidade. Em 1986, a sigla NAA deu lugar à abreviação Anefac, que representa com maior fidelidade a atividade dos seus associados. Ao longo dos anos, a Anefac vem se firmando como entidade representativa dos profissionais de Finanças, Administração e Contabilidade, sendo respeitada pelo seu posicionamento firme em relação às questões macroeconômicas e pelo esclarecimento dos problemas enfrentados diariamente pelos consumidores. Filiada ao Institute of Management Accountants (IMA), a Anefac conta hoje com uma diretoria composta por Conselho Administrativo, Conselho Técnico e 24 diretorias temáticas abrangendo os mais diversos interesses e necessidades dos executivos associados.

O Prêmio Anefac Mulher surgiu em 2006, e é realizado sempre no mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher (março). Com base na visão da Anefac de que as mulheres têm alcançado cada vez mais posições de destaque na sociedade, a criação do prêmio é fruto do reconhecimento da contribuição da mulher e um incentivo para que o público feminino participe ativamente das atividades da entidade. Essa, aliás, é a percepção de Filomena Santos diretora-executiva da Diretoria Anefac Mulher: “Queremos envolver as mulheres executivas, mas não só as que estão na mídia. E sim todas as que fazem algo relevante nos âmbitos social, executivo e empreendedor”, completa.

A premiação abrange três categorias: executivas, empresárias e empreendedoras sociais. Em todas elas, capacidade, determinação e alegria com seu trabalho são fundamentais.

Critérios - A seleção do prêmio é feita por um comitê coordenado por Andrew F. Storfer – Diretor Executivo da Anefac, através de indicações e observações efetuadas ao longo do ano. No caso de empresárias, procura-se escolher aquelas cuja empresa tenha se destacado por algum dos critérios como crescimento, organização, ambiente de trabalho, inovação, onde os resultados foram proporcionados por sua estratégia de negócio ou visão empresarial. Podem, ainda, ter se destacado por sua criatividade, dinamismo, audácia, perseverança, transparência ou outra característica marcante que a destaque como profissional.

Entre as executivas, procura-se alguém que tenha gerado impactos positivos relevantes na empresa em que atua, em qualquer área de gestão abrangida pela Anefac. Já as empreendedoras sociais, para serem escolhidas, devem ter realizado um trabalho social ou mesmo atuado profissionalmente com contribuição relevante para a sociedade. Entenda-se contribuição social em seu aspecto mais amplo, levando-se em conta o benefício proporcionado a comunidades carentes, deficientes, aspectos culturais ou esportivos que contribuam para a inclusão social ou desenvolvimento da sociedade em geral.

Premiadas – 2006
Cláudia Costin - foi secretária-executiva e ministra da Reforma Administrativa, diretora de programas do Banco Mundial contra a pobreza na América Latina e secretária da Cultura do Estado de São Paulo. Entre outras funções, coordenou projetos da Fundação de Desenvolvimento Administrativo (Fundap), foi diretora de planejamento e avaliação empresarial do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), secretária-adjunta de Previdência Complementar, ministra da Administração Federal e Reforma do Estado, gerente de políticas públicas do Banco Mundial e CEO da Promon Intelligens, empresa de e-learning do Grupo Promon. Cláudia é graduada em Administração Pública, mestre em Economia e doutora em Administração de Empresas, todos os títulos obtidos na Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Dorina Nowill - Nascida em São Paulo em 1919, ficou cega aos 17 anos, mas não desistiu de estudar e formou-se professora primária numa classe onde só havia colegas com visão normal. Em 1946, ela abriu uma fundação, que leva seu nome e funciona até hoje, imprimindo e distribuindo livros em braile para mais de 700 instituições. Por causa de sua dedicação, Dorina conseguiu implantar uma série de mudanças nos serviços para os deficientes visuais no Brasil e no mundo. De 1953 a 1970, dirigiu o primeiro órgão nacional de educação de cegos no País, período em que desenvolveu cursos de preparação de professores, centros de reabilitação e programas de prevenção à cegueira. Ela também ocupou importantes cargos em organizações internacionais de cegos, foi uma das fundadoras do Conselho Mundial para o Bem-Estar dos Cegos, atual União dos Cegos, órgão consultor da Organização das Nações Unidas (ONU). Foi a única mulher eleita para assumir a presidência desse conselho.
Olga Colpo - Sócia-diretora da PricewaterhouseCoopers, responsável pelo setor Intellectual Capital Advisory Services da empresa. Entre suas principais áreas de atividade estão gerenciamento de mudanças, reestruturação de processos e sistema de gestão de recursos humanos. É psicóloga com especializações em RH pela FGV, MBA na Universidade de São Paulo (USP) e Business Program Harvard.

Premiadas – 2007
Nara França - Superintendente de Contabilidade da Sabesp. A premiação foi mais um reconhecimento de um trabalho árduo aprimorado ao longo dos 28 anos de carreira na empresa. Antes, ela já havia conquistado o 10º Troféu Transparência 2006 (Prêmio ANEFAC-Fipecafi-Serasa) por elaborar o relatório contábil mais transparente de uma companhia de capital aberto. Ainda em 2006, Nara recebeu do Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo a medalha "Joaquim Monteiro de Carvalho", da Ordem do Mérito Contábil, por relevantes serviços prestados à classe. Formada em Administração de Empresas e Técnica em Contabilidade, ingressou na Sabesp em 1979. Sua vida profissional foi sempre dedicada à contabilidade.
Lucília Diniz – Sócia do grupo Pão de Açúcar, foi premiada no ano passado por sua contribuição como cidadã. A experiência positiva foi parar nas páginas do livro O Prazer de Viver Light, com receitas de como emagrecer e lições de auto-ajuda. Ela também lançou a linha Goodlight, marca exclusiva da rede de supermercados, com itens como gelatinas, adoçantes, massas e cereais.
Maria Elena Johannpeter - Presidente da Parceiros Voluntários e com o sonho de construir um Rio Grande do Sul voluntário, criou a ONG para desenvolver a cultura de seu trabalho. Em dez anos de atividades, a entidade reúne quase 250 mil voluntários engajados em uma rede formada por 74 unidades distribuídas em todo o Estado.
Maria Elena integra instituições nacionais e estaduais de grande atuação social, como o Fórum de Líderes Sociais do Brasil, o Conselho Deliberativo da Federasul, o Conselho de Cidadania da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, o Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial da Federação das Indústrias do Estado do Paraná, o Instituto Brasil Voluntário e a Brazil Foundation.

Os projetos profissionais e sociais conduzidos por três excepcionais executivas serão reconhecidos pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) em 6 de março, dois dias antes do Dia Internacional da Mulher.
O 3º Prêmio Anefac Mulher prestará homenagem a Cintia Abravanel, diretora-presidente do Centro Cultural Grupo Silvio Santos, a Regina Nunes, presidente da Standard & Poor’s no Brasil, e a Luiza Helena Trajano, superintendente do Magazine Luiza. As três executivas serão premiadas pelas significativas contribuições para o crescimento e fortalecimento das empresas e instituições onde trabalham.
A cerimônia de homenagem será durante um jantar no Buffet Baiúca (Rua Oscar Freire, 1375, Jardim América, São Paulo-SP), a partir das 19 horas.
Na Standard & Poor’s há dez anos, a executiva Regina Nunes será homenageada na Categoria Executiva. Responsável direta por uma das maiores agências de análise de risco do mundo, ela é uma das principais executivas em atividade no Brasil. Regina integra também o Lidem (Grupo de Mulheres Líderes Empresariais), grupo do qual fazem parte diversas executivas.
Para Luiza Helena Trajano, premiada na Categoria Empresarial, profissionalismo, qualidade, agilidade e a atenção ao cliente são alguns dos segredos do sucesso de um negócio. Ela iniciou sua carreira em 1991 e não parou de expandir o Magazine Luiza. Hoje a empresa tem 178 lojas distribuídas em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso do Sul e Goiás.
Filha de um dos maiores empresários da comunicação brasileira, Cintia Abravanel trilhou caminhos próprios há 16 anos, quando assumiu o comando do Teatro Imprensa, que pertence ao Grupo Silvio Santos. Vencedora na Categoria Social, ela vem proporcionando a artistas, público, professores e alunos a participação ativa em um projeto que integra cultura, educação e ação social. Com duas salas de espetáculos, o Teatro Imprensa e o Espaço Vitrine, o Centro Cultural Grupo Silvio Santos apresenta em sua programação produções próprias, espetáculos importantes da cena brasileira e peças de pequeno porte.
De acordo com Andrew F. Storfer, diretor de eventos e coordenador do prêmio Anefac-Mulher, o prêmio surgiu em 2006, com base na visão da Anefac de que as mulheres têm alcançado cada vez mais posições de destaque e nada mais justo que incentivar e reconhecer essa atuação, destacando aquelas que representam a grande contribuição feminina para o desenvolvimento da sociedade.
O prêmio abrange três categorias: executivas, empresárias e empreendedoras sociais. Em todas elas, capacidade, determinação e alegria com seu trabalho são fundamentais. O prêmio se reveste de especial importância por servir de reconhecimento e incentivo ao trabalho das mulheres nestas três áreas.
A seleção é feita por um comitê, através de indicações e observações efetuadas ao longo do ano. No caso de empresárias, procura-se escolher aquelas que cuja empresa tenha se destacado por algum dos critérios como crescimento, organização, ambiente de trabalho, inovação, onde os resultados foram proporcionados por sua estratégia de negócio ou visão empresarial.
Entre as executivas, procura-se alguém que tenha gerado impactos positivos relevantes na empresa em que atua, por sua criatividade, dinamismo, audácia, perseverança, transparência ou outra característica marcante que a destaque como profissional, em qualquer área de gestão abrangida pela Anefac.
Já as empreendedoras sociais, para serem escolhidas, devem ter realizado um trabalho social ou mesmo atuado profissionalmente com contribuição relevante para a sociedade em seu aspecto mais amplo, levando-se em conta o benefício proporcionado a comunidades carentes, deficientes, aspectos culturais ou esportivos que contribuam para a inclusão social ou desenvolvimento da sociedade em geral.

Cintia Abravanel – Filha mais velha de Silvio Santos, um dos homens mais ricos do país, aos 30 anos mudou o rumo de sua vida e decidiu aceitar um de seus maiores desafios, assumir o Teatro Imprensa, pertencente ao Grupo Silvio Santos, deficitário na época.
Hoje é diretora-presidente do Centro Cultural Grupo Silvio Santos, principal articulador das políticas de ação social das empresas mantenedoras do grupo, e que busca alternativas para a melhoria do ensino no Brasil por meio das artes. O centro já atendeu a 6.136 escolas, 414.651 alunos e 45.084 professores, e realizou 42 oficinas artístico-pedagógicas para educadores, capacitando 5.337 professores.
No comando do Teatro Imprensa há 15 anos, Cintia diz que antes de sua chegada não havia dentro do Grupo Silvio Santos uma pessoa que enxergasse a força do teatro na transformação humana. Ela começou produzindo teatro para crianças, apenas. Depois percebeu a carência de bons espetáculos que trouxessem consigo um trabalho pedagógico mais elaborado, por isso decidiu aliar arte e educação.
Sonhadora e ambiciosa como o pai, Cintia não está satisfeita. “Quero tornar o Centro Cultural referência nacional em teatro e educação, quem sabe até criar uma escola”, diz.
Luiza Helena Trajano – Superintendente da rede Magazine Luiza, há 17 anos no cargo, a executiva está à frente dos sucessivos êxitos obtidos pela empresa de eletrodomésticos.
A empresa começou há 50 anos quando os tios da executiva, Pelegrino José Donato e Luiza Trajano Donato, adquiriram uma pequena loja de presentes chamada ‘A Cristaleira’, em Franca, interior de São Paulo.
Luiza Helena trabalhou pela primeira vez na loja aos 12 anos, nas férias escolares. Em pouco tempo ingressou na rede, passando por todos os departamentos do grupo: da cobrança à gerência, das vendas à direção comercial e, em 1991, com a criação da holding, tornou-se superintendente. Formada em Direito e Administração de Empresas e nascida em Franca, ela é casada e mãe de três filhos.
Com 350 lojas e previsão de abertura de mais 50 pontos de venda este ano, o Magazine Luiza faturou R$ 2,8 bilhões em 2006, e esperava um crescimento de 33% no ano passado. Sempre em busca da inovação, a empresa lançou vendas sem exposição dos produtos, as “lojas virtuais”, em 1992, e criou serviços dentro das lojas como a financeira LuizaCred e a seguradora LuizaSeg.
Regina Nunes - Presidente da Standard & Poor´s no Brasil, Regina Nunes é responsável pelos aspectos analíticos e comerciais da empresa no país. Iniciou sua carreira na empresa, em 1998, como diretora de marketing, posição que ocupou até janeiro de 2002.
Conhecida por ser linha dura, a executiva diz adorar novelas e romances, e cumpre todos os anos a promessa de levar e buscar as duas filhas, de 13 e 6 anos, ao colégio no primeiro mês do ano letivo. Segundo ela, este ritual faz parte da difícil busca pelo equilíbrio entre carreira e vida pessoal. Mas Regina admite que tanta dedicação aos filhos é privilégio de algumas profissionais em nível mais alto de carreira, em algumas empresas.
Aos 42 anos, Regina é casada há exatos vinte. Formada em Administração de Empresas, ela fundou há três anos o Lidem (Grupo de Mulheres Líderes Empresariais), grupo do qual fazem parte grandes executivas como Chieko Aoki, presidente da rede Blue Tree Hotels. Também integra a rede WINS (Women Initiative Networking for Success), de mulheres que trabalham na The McGraw-Hill Companies, da qual a Standard & Poor’s é uma das divisões. Há pouco tempo, a empresa foi eleita uma das melhores para as mães trabalharem.