Grandes Empresas

Anefac entrega prêmio para empresas mais transparentes dia 25 de novembro de 2007


A apuração das empresas com demonstrações contábeis efetivamente mais claras realizada para o Premio Anefac Fipecafi Serasa registrou este ano que as companhias estão mais precisas com seus números. Das 584 empresas abertas registradas na CVM, 131 passaram pelo rígido crivo da premiação e tiveram os seus dados submetidos à análise derradeira que selecionou as dez companhias mais transparentes. O número se mantém estável em relação aos últimos anos, mas tem uma qualidade cada vez melhor o que pode ser interpretado como sinal de que as empresas abertas estão atentas ao valor demandado pela sociedade logo pós-escândalos econômicos da segunda metade da década passada e do início deste século. Outra boa notícia é que se mantém a média de empresas de capital fechado de grande porte que abrem os seus números, mesmo desobrigadas pela lei. Este ano, de acordo com os critérios para análise, foram selecionadas quatro empresas como merecedoras do laurel como contabilmente responsáveis e estão habilitadas para serem também destaque do Troféu Transparência.


Para o cientista da FEA/USP, membro da Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras) e coordenador dos estudos que levam à premiação, professor Ariovaldo dos Santos, é necessário que as empresas prestem contas à sociedade do que estão fazendo. “Atualmente existem pessoas que estão levando a questão a sério, outras menos, enquanto a maioria nem liga”. Para ele, mesmo com o crescimento de companhias instaladas no País que adotaram a transparência contábil, o número ainda é muito pequeno. O cenário tem mudado paulatinamente desde 1997, quando se iniciaram os trabalhos de avaliação meticulosa da transparência contábil das empresas no Brasil. Tem-se cada vez mais balanços mais detalhados. “As notas nos relatórios têm sido cada vez mais explicativas. Isto pode ser notado ao compararmos relatórios de uma mesma empresa nos diversos anos em que foi analisada. Isto é bem perceptível”, explica.


Ainda assim, para Ariovaldo do Santos, muitas companhias agem com indiferença no Brasil, mas não no exterior, por isso, a imposição da lei e do governo deveria ser maior. A preocupação que demonstra é justificável. Desde que empresas como a Enron, WorldCom, Parmalat, entre outras tiveram envolvidas em escândalos que prejudicaram centenas de milhares de cidadãos, a percepção de risco de investimento numa empresa subiu para outro nível. Diante de tantos escândalos, o mercado está cada vez mais intolerante com empresas que jogam sujeiras embaixo do tapete. A transparência, tanto no âmbito social quanto nos aspecto econômico-financeiro é bem vinda para a saúde da corporação.


Troféu Transparência

Esse ano são 14 empresas ganhadoras, sendo dez de capital aberto e quatro de capital fechado, que se destacaram por suas práticas de transparência no último ano. As integrantes da lista são: na categoria Empresas de Capital Aberto, ArcelorMittal Brasil S/A, Brasil Telecom S/A, Braskem Petroquímica, CVRD (Companhia Vale do Rio Doce), Cemig (Cia. Energética de Minas Gerais), Copesul (Cia. Petroquímica do Sul), Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica), Gerdau S/A, Petrobras (Petróleo Brasileiro S/A) e Tractebel Energia S/A; na categoria Empresas de Capital Fechado, encontram-se Alberto Pasqualini (Refap S.A.), Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé Ltda, Eletronorte Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A. e TBG (Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia – Brasil S.A.).


Para incentivar na exatidão dos números nos balanços anuais, a Anefac entregará no dia 25, o 11º Troféu Transparência (Prêmio Anefac-Fipecapi-Serasa). A cerimônia acontecerá no Rosa Rosarum, na rua Francisco Leitão, 416, Pinheiros, em São Paulo.