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O Paraguai é logo ali...

O Paraguai é um dos países da América Latina com crescimento nos últimos anos e com uma crescente atividade econômica

Temos observado em várias mídias, muitas reportagens sobre empresas brasileiras que estão transferindo as suas operações fabris para o Paraguai. Com o elevado “Custo Brasil”, de fato operar no país vizinho é uma alternativa que deve ser considerada, levando em conta os benefícios para tal.
Temos realizado vários estudos para os nossos clientes demonstrando os aspectos positivos e negativos para a tomada de decisão. É certo que, operacionalmente ter uma planta no país vizinho é sem sombra de dúvida um bom negócio. Todavia, a decisão deverá estar amparada por meio de análises muito bem detalhadas e fundamentadas de forma que a decisão seja estratégica e de longo prazo, pois as mudanças de paradigmas poderão incorrer em investimentos elevados para o empresário se não houver um planejamento adequado.
Adiante repassaremos alguns dados importantes em relação ao Paraguai. São eles:
1. O Paraguai é um dos países da América Latina com o maior índice de crescimento nos últimos anos e com uma crescente atividade econômica, com pilares no agronegócio, no desenvolvimento industrial e na geração de emprego. Apesar do crescimento, não obstante a falta de mão de obra qualificada é significativa, que é compensada pela população jovem, na qual 73% encontra-se na faixa dos 34 anos, tendo uma taxa de desemprego em 2015 de apenas 6%;
2. Possui uma área de 406.702 Km2, com uma população de aproximadamente 6,7 milhões, divididos entre Paraguai Ocidental com 3% da população e Paraguai Oriental com 97% da população.
3. É um país democrático, com PIB em torno de USD 30 bilhões. Possui renda “per capita” de aproximadamente USD 5.000,00. Outro fato importante a se destacar é a facilidade em se efetuar negócios, sendo um país com baixa burocracia, que trabalha com “multi-moedas”, e com um sistema tributário simplificado, que facilita o dia a dia das empresas;
4. É membro do Mercosul, o que traz vantagens em termos tributários em operar com os outros membros do Tratado, no qual o Brasil é o seu principal parceiro;
5. Conforme já citado, a sua economia está baseada no agronegócio, e na energia elétrica excedente que o país exporta para o Brasil, por meio da sua participação da Usina (Binacional) Hidrelétrica de Itaipu;
6. Tem obtido crescimento econômico constante nos últimos anos, com previsão de encerrar 2016 com um crescimento de 3,5%, na contramão do Brasil;
7. Tem energia extremamente barata e uma tributação para o consumidor no modelo do IVA (similar ao nosso ICMS) de 10%. Além disto, o governo paraguaio criou um beneficio fiscal altamente atrativo por meio da Lei Maquila, a qual vem gerando oportunidades interessantes para investidores e indústrias estrangeiras que estiverem dispostos a investir em plantas fabris
com o único objetivo de exportar, gerando empregos e desenvolvendo de forma sustentável e permanente o país. As exportações do Paraguai, baseadas na Lei Maquila vêm crescendo a cada ano, sendo que a previsão para 2016 é de 18%, conforme estimativa do Banco Central paraguaio.
Com base em todos os fatos expostos, realmente à primeira vista, investir no Paraguai pode ser um ótimo negócio. Todavia, como todo empreendimento, alguns aspectos devem ser avaliados com muito critério e considerados no plano de negócios do projeto. Podemos citar alguns:
a) Capex: estabelecer uma operação no país vizinho requer um bom estudo sobre os investimentos necessários e o retorno do investimento. Simplesmente transferir uma planta pode ser altamente oneroso, afinal os gastos com rescisões de empregados; cancelamentos de contratos vigentes; transferência de ativos e da implantação da nova planta, não são baixos. O ideal é iniciar uma planta com foco em expansão da produção, ou seja, sem desativar em um primeiro momento a operação brasileira;
b) Cadeia produtiva: A cadeia de fornecimento deve ser muito bem avaliada, pois a transferência da operação para o país vizinho pressupõe que os fornecedores de matéria-prima e de serviços serão os mesmos. Portanto, neste caso devem ser observados os impactos financeiros, tributários e principalmente logísticos envolvidos;
c) Mão de obra: Por ser um país, no qual grande maioria da sua população está acostumada a trabalhar na zona rural, o Paraguai carece de mão de obra qualificada. Desta forma, estabelecer uma operação naquele país implicará em um investimento inicial e permanente para treinamento e qualificação dos empregados que serão contratados;
d) Infraestrutura: Não obstante o Paraguai ter energia de sobra percebe-se grandes oscilações na sua distribuição para atender todo seu território, o que faz a energia elétrica ter algumas interrupções. Por este motivo, as empresas deverão investir em geradores para suprir sua necessidade de produção, quando desta interrupção;
Em síntese é importante ressaltar o crescente número de empresas brasileiras que estão investindo em operações no Paraguai sendo que atualmente mais de 120 indústrias brasileiras possuem planta no país vizinho, ressalvando que mais de 50% começaram a operar nos últimos três anos. E a tendência é crescer cada vez mais o que denota que em linha gerais é realmente atrativo operar naquele país.
Desta forma, a nossa recomendação para aqueles empresários que estão interessados em investir no Paraguai, elaborem um plano de negócios detalhado e especifico considerando todas as variáveis possíveis para avaliar a viabilidade econômica do negócio. Sugerimos também a consulta junto a especialistas em política econômica e relação internacional, especialmente os integrantes do bloco do Mercado Comum do Sul – Mercosul para maiores esclarecimentos para sua tomada de decisão.

Por Marcelo Lico, que é Managing Partner - Crowe Horwath






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