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Consumidor não sente diferença no bolso pós-queda da Selic

A taxa básica de juros, Selic, serve de referência para a economia. Economista explica que ela tem um peso pequeno no custo do dinheiro

O Comitê de Política Monetária, o Copom, reduziu a taxa básica de juros. Esta foi a 5ª redução seguida e a maior em oito anos, mas, por enquanto, o consumidor não sentiu nada no bolso.
Já são seis meses de queda contínua da taxa Selic, que serve de referência para os títulos do governo e para os juros. Em outubro do ano passado, ela estava em 14,25%, caiu para 12,25% em março deste ano e agora, com a queda de um ponto, foi para 11,25%.

A taxa de juros que o consumidor efetivamente paga é como aquele prato feito da hora do almoço, com feijão, arroz, frango e farofa. Não tem muita escolha. O consumidor tem que pagar a taxa de administração, os impostos, o lucro do banco e o risco da operação, o valor que os bancos cobram para compensar a inadimplência. A taxa Selic é como a saladinha que vem do lado.

E veja o tamanho dos juros que o consumidor tem que engolir: o financiamento de carro é um dos menores, fica em torno de 30% ao ano. O do comércio, beira 100% ao ano e o do cheque especial passa de 300%.
Com a queda, a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade estimou quanto cairia o financiamento de uma geladeira de R$ 1,5 mil em 12 vezes. A prestação é reduzida de pouco mais de R$ 177, para pouco mais de R$ 176, queda de apenas R$ 0,78.
“Dentro da composição do custo do dinheiro, a Selic tem um peso muito pequeno. Por exemplo, num crediário de loja, a Selic tem um peso de 8% da taxa. O risco de crédito, a inadimplência, é o maior peso dentro da taxa de juros”, explica Miguel José Ribeiro de Oliveira, economista da Anefac.

Inadimplência como a da Maria do Socorro, que está com 9 contas atrasadas e sem emprego. “Eu já tive a luz cortada, a água e a TV”, conta.

Selic menor não é solução, mas é um começo. “Para que as taxas caiam de uma forma mais consistente é necessário reestabelecer a confiança da economia, que a economia possa voltar a crescer e reduzir no nível de desemprego. Esses fatores vão fazer com que os bancos se sintam motivados a emprestar”, conclui Miguel de Oliveira.

Fonte: G1









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