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ANEFAC: Balanço dos últimos 10 anos do crédito no Brasil

ANEFAC realizou um balanço dos últimos dez anos do crédito no Brasil cujo objetivo foi apurar como se comportaram os principais indicadores praticados pelo sistema financeiro neste período.

A Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade – ANEFAC realizou um balanço dos últimos dez anos do crédito no Brasil cujo objetivo foi apurar como se comportaram os principais indicadores praticados pelo sistema financeiro neste período. O levantamento foi apresentado nesta quinta-feira.

Este estudo compreendeu no levantamento no período dos cinco principais indicadores de crédito, dados estes, compilados do relatório de Política Monetária do Banco Central.

O estudo teve a coordenação do diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas, Miguel José Ribeiro de Oliveira, e os resultados listamos em anexo.

Volume de crédito
No mês de Junho de 2007 era de R$ 1.086,00 bilhão. No mesmo mês desse ano, o resultado era de R$3.078,2 bilhões, com variação de 183,4%.

Inadimplência – Com Recursos Livres para Pessoa Física e Pessoa Jurídica (*)
A inadimplência geral considerando-se (tudo que está vencido a mais de 90 dias) atingiu em junho de 2017 5,6% do total dos empréstimos contra 4,7% em junho de 2007 uma elevação de 0,9 pontos percentuais no período.

Para Pessoa Jurídica, a inadimplência total (perda) atingiu 5,3% do total da carteira em junho/2017 contra 2,6% em junho/2007, uma elevação de 2,7 pontos percentuais no período.

Para Pessoa Física, a inadimplência total (perda) atingiu 5,8% do total da carteira em junho/2017 contra 7,1% em junho/2007, uma redução de 1,3 pontos percentuais no período.

(*) Obs. O Banco Central alterou a partir de novembro/2005 a metodologia de calculo da inadimplência uma vez que antes desta data o mesmo considerava a inadimplência tudo que estava vencido e a partir de então considerou tão somente inadimplência os compromissos vencidos acima de 90 dias.

Taxas de juros Geral – Pessoa Física e Pessoa Jurídica

As taxas de juros das operações de crédito com recursos livres estavam em junho/2017 em 46,1% ao ano contra 37,0% ao ano em junho/2007, uma elevação de 9,1 pontos percentuais no período.

Pessoa Jurídica
Na pessoa jurídica as taxas atingiram na média 24,8% ao ano em junho/2017 contra 23,7% ao ano em junho/2007, uma elevação de 1,1 pontos percentuais no período.

Pessoa Física

Na pessoa física as taxas de juros atingiram na média 63,3% ao ano em junho/2017, contra 48,4% ao ano em junho/2007 uma elevação de 14,9 pontos percentuais no período.

Spread – Pessoa Física e Pessoa Jurídica – Com recursos livres
O spread bancário (diferença entre o custo de captação dos bancos e as taxas de juros cobradas dos clientes) estava em junho/2017 em 36,5% ao ano contra 26,1% ao ano em junho/2007, uma elevação de 10,4 pontos percentuais no período.

Na pessoa jurídica o spread atingiu em junho/2017 15,4% ao ano contra 12,6% ao ano em junho de 2007, uma elevação de 2,8 pontos percentuais no período.

Na pessoa física o spread atingiu em junho/2017 53,5% ao ano contra 37,7% ao ano em junho de 2007, uma elevação de 15,8 pontos percentuais no período.

Prazo médio dos financiamentos com Recursos Livres – Pessoa Física e Pessoa Jurídica
O prazo médio dos financiamentos apresentaram em junho de 2017 41,4 meses contra 10,9 meses em junho de 2007, uma elevação de 30,5 meses correspondente a uma elevação de 279,8% no período.

Na pessoa jurídica o prazo médio atingiu 29,7 meses em junho/2017 contra 8,6 meses em junho/2007, uma elevação de 21,1 meses correspondente a uma elevação de 245,3% no período.

Na pessoa física o prazo médio atingiu 53,8 meses em junho/2017, contra 13,5 meses em junho/2007, uma elevação de 40,3 meses correspondente a uma elevação de 298,5% no período.

Volume de crédito – Recursos Livres e Recursos Direcionados
O volume total de crédito do sistema financeiro (recursos livres e recursos direcionados) atingiu em junho/2017 R$ 3.078,2 bilhões contra R$ 1.086,0 bilhões em junho/2007 um crescimento de 183,4% no período.

Vale destacar que a inflação no período medida pelo IPCA/IBGE foi de 83,7%.
Este volume representa hoje 48,5% do PIB contra 32,3% em junho/2007 um crescimento de 16,2 pontos percentuais.

Operações de Crédito – com recursos livres

O volume de crédito no segmento de recursos livres (que as instituições financeiras emprestam livremente) atingiu R$ 1.531,6 bilhões em junho/2017 contra R$ 452,7 bilhões em junho/2007, um crescimento de 238,3% no período.

Na pessoa jurídica este volume atingiu R$ 713,4 bilhões em junho/2017 contra R$ 235,0 bilhões em junho/2007 um crescimento de 203,5% no período.

Na pessoa física este volume atingiu R$ 818,2 bilhões em junho/2017 contra R$ 217,7 bilhões em junho/2007, um crescimento de 275,8% no período.

Análise

A análise de dez anos das condições de crédito no país demonstra que efetivamente as condições de crédito apresentaram substancial melhora com forte expansão do volume emprestado que passou de 32,3% do PIB em junho/2007 para 48,5% do PIB em junho/2017 bem como no aumento dos prazos médios de financiamento que foram elevados em quase de 300%, de 10,9 meses em junho/2007 para 41,4 meses em junho/2017. Entretanto este volume de crédito ainda é extremamente baixo quando se comparam ás principais economias internacionais aonde o volume de crédito representam mais de 100% de suas economias.

“Em virtude da grave crise econômica em curso os demais indicadores tiveram piora sendo que as taxas de juros das operações de crédito e os spreads bancários foram elevados assim como os indicadores de inadimplência que foram igualmente elevados”, destacam os analistas.

Assim sendo no período deste levantamento (dez anos) dos cinco principais indicadores de crédito três sofreram piora (taxas de juros, spreads bancários e inadimplência) e dois apresentaram melhora (volume de crédito e prazo dos financiamentos).

“Destacamos igualmente que considerando aqui somente o ano de 2017, com a exceção do volume de crédito que apresentou uma piora com a retração no volume dos empréstimos todos os demais indicadores apresentaram uma melhora sendo que as taxas de juros foram reduzidas, os spreads foram igualmente reduzidos, os prazos de financiamento foram elevados e a inadimplência apresentou uma pequena redução (quase uma estabilidade)”, avaliam.

Por último vale destacar, que por conta do cenário econômico atual com aumento de impostos, juros elevados e desemprego elevado, o que reduz a renda das famílias “este cenário vai continuar provocando em uma maior seletividade no crédito mantendo volumes de crédito baixos e taxas de juros elevadas cenário que deve se manter nos próximos meses mesmo aqui se considerando as prováveis reduções da taxa básica de juros (SELIC) a serem efetuadas pelo Banco Central”.

Fonte:
Ultimo Instante









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