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BLOCKCHAIN: Quebrando paradigmas para sair da crise

Quantos empreendedores já passaram pela frustração de entrarem em um banco, abrirem uma nova conta para a empresa recém-criada e então descobrirem que não há crédito – pelo fato de sua empresa ser recém-criada?

Faz sentido? Se você é empreendedor e já passou por isso, talvez tenha saído do banco com a esperança de conseguir o incentivo para o seu negócio inovador dentro de uma agência ou banco de fomento. Chegando lá, descobriu que o banco de fomento não lida com pequenos como você, só com gigantes capitalizados e com capacidade comprovada de pagamento e garantias. Se você, mesmo assim, seguiu em frente e conseguiu o capital, parabéns! Podemos considerá-lo um herói, com direito a medalhas pela boa dose de persistência e sorte.

Um relatório divulgado recentemente, integrante da série periódica “Relatório Trimestral de Financiamento dos Investimentos no Brasil”, mostra que a situação acima, normal no cotidiano do médio empreendedor brasileiro em tempos normais, piorou, e muito, nestes tempos de crise e estagnação econômica prolongada. Segundo o estudo, a participação do BNDES caiu para míseros 5,6% do total financiado, sendo muito provável que quase nada foi para nosso herói acima. Nem vamos falar dos bancos privados para não perdermos tempo. Estão hipnotizados, e não é de agora, pelos juros pagos pelo nosso Tesouro e pelo velho hábito de emprestar para a população a juros módicos. Não querem saber do risco que nosso médio empreendedor acima representa.

A situação complica quando vemos que a única fonte de recursos historicamente disponível para o nosso herói, os recursos próprios oriundos de poupança e lucros, está secando. Em 2004, representava 64,9% do total financiado no país e, neste último relatório, responde apenas por  39,3% do total.

E de onde estão vindo os recursos, se nosso agente de fomento fechou a torneira e nossos investidores brasileiros estão mais pobres, mais medrosos e menos avessos a riscos de projetos? Dos investidores estrangeiros, lógico. O dinheiro continua abundante no mundo – um excesso nunca visto – à procura de rentabilidade e boas oportunidades. Estas fontes, que financiavam 17,4% dos projetos em 2004, agora financiam 31,1%.

Como fica, então, o médio empreendedor? Conseguirá acessar esses investidores estrangeiros? Infelizmente, a resposta é não – nem com toda persistência e toda a sorte do mundo. As plataformas atuais de captação destes recursos não estão acessíveis aos médios e pequenos. O novo ciclo de crescimento deste país só terá início quando estabelecermos essa ponte entre o capital e o pequeno e médio empreendedor.

E se existisse uma plataforma acessível a todos, à prova de fraudes, capaz de gerenciar um número infinito de contratos, sem preconceitos ou discriminação de qualquer tipo, democrática, com o único objetivo de aproximar projetos qualificados de investidores potenciais, no mundo inteiro?

Essa plataforma existe, e chama-se blockchain. Não, não estamos falando de bitcoins ou algumas outras criptomoedas, mas de uma aplicação mais responsável, os tokens. Ao contrário dos bitcoins e afins, os tokens possuem um lastro físico, um projeto. São como ações ou debêntures, controladas na blockchain através de contratos virtuais, os smart contracts. Essa modalidade simplificada de captação, acessível às startups e pequenas e médias empresas, é conhecida como ICO (Initial Coin Offer), em analogia ao IPO (Initial Public Offer), recurso utilizado somente pelas grandes companhias por conta do custo envolvido. Só em 2017 foram captados US$ 2 bilhões via ICOs até outubro no mundo, sendo que o Brasil ainda está fora dessa lista. Enfim uma luz no fim do túnel para nosso herói brasileiro! Quem vai ser o primeiro?

Autor: Luiz Paulo Silveira – Diretor de Avaliações (CBAN) da Anefac e vice-presidente técnico da Apsis Consultoria. 










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