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Copom se reúne nesta semana e deve levar a taxa Selic para 6,75% ao ano

A expectativa do mercado é que o BC reduza o ritmo e corte os juros em 0,25 ponto;

 aprovação da reforma da Previdência abriria espaço para juro menor, o que já não está mais no cenário.

 

          O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) se reúne entre amanhã e quarta-feira para definir a nova taxa básica de juros da economia (Selic). No mercado, a expectativa majoritária é de que a Selic seja cortada em 0,25 ponto, para 6,75%.

Na última reunião, o Copom baixou os juros em 0,50 ponto, levando a taxa para 7% ao ano. A gestora de renda fixa da Mongeral Aegon Investimentos, Patrícia Pereira, lembra que, desde setembro de 2017, o BC indica nas atas do Comitê uma trajetória de redução moderada do ciclo de flexibilização monetária, o que tem se traduzido em uma diminuição de 0,25 ponto no tamanho do corte dos juros, a cada reunião.

Em setembro do ano passado, por exemplo, o Copom cortou a Selic em um ponto (para 8,25%) e, no mês seguinte, reduziu o ritmo ao encurtá-la em 0,75 ponto, para 7,50%. Por fim, em dezembro, a autoridade monetária pisou mais no freio, ao baixar em 0,50 ponto a taxa de juros, para 7,00%.

Para Pereira, a expectativa de que as tarifas de energia elétrica permaneçam na bandeira verde até março e o fato da prévia da inflação de janeiro ter ficado abaixo das projeções criam espaço para que os juros caiam neste mês, a despeito da elevação nos preços dos alimentos que, até o momento, estão registrando uma trajetória controlada.

O Itaú Unibanco também aposta que os juros alcancem 6,75% nesta quarta-feira. “Esta redução de magnitude do corte não seria surpreendente dada a comunicação do comitê, segundo a qual, se o cenário básico evoluísse conforme esperado, seria adequado reduzir moderadamente o ritmo de flexibilização monetária”, disse o banco, em nota.

“Como, em nossa visão, não houve alteração no cenário básico ou no balanço de riscos desde a última reunião, segue naturalmente que o corte de 0,25 ponto é o mais provável”, acrescentou a instituição.

O cenário básico do BC considera que a economia brasileira ainda vive um período de elevada ociosidade dos fatores de produção, refletido nos baixos índices de utilização da capacidade da indústria e na alta taxa de desemprego. Além disso, a autoridade monetária pontua que a inflação tem evoluído da forma esperada e que a economia mundial se recupera sem pressionar as condições financeiras.

Em março

O professor de economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), Mauro Rochlin, também espera que o Copom faça mais uma redução nos juros nesta semana, de 0,25 ponto. Segundo ele, se a inflação deste primeiro bimestre permanecer em trajetória comportada, o BC poderá cortar a Selic em mais 0,25 ponto na reunião dos dias 20 e 21 de março.

Andrew Storfer, diretor de economia da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), concorda que a Selic chegue a 6,75% na quarta-feira, o que, ao lado da expectativa de avanço da inflação, provocará uma redução taxa de juro real, estimulando os investimentos no País. “Nós vivemos muito tempo com juros reais entre 5,5% e 4,4%”, diz ele. Se as projeções de mercado se confirmarem, o juro real da economia pode terminar este ano em cerca de 3%.

Patrícia Pereira, da Mongeral, afirma que uma Selic a 6,75% já é uma taxa que provoca estímulo na economia e que o BC poderia parar por aí. “Este patamar de juro já se encontra abaixo dos juros neutros e, portanto, é inflacionário”, considera a gestora de renda fixa, ponderando que terminar o ano com uma Selic a 6,5% não seria tão diferente, por outro lado, de encerrar em 6,75%.

Pereira pontua ainda que a aprovação da reforma Previdência Social poderia reduzir os juros estruturais da economia, o que, por sua vez, abriria espaço para uma taxa Selic mais baixa. No entanto, a especialista afirma que o mercado já não trabalha mais com a possibilidade de aprovação da proposta, cuja votação acontecerá dia 19 deste mês.

Fonte: DCI










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